Masiva protesta contra el recorte a la universidad pública en Argentina
ArgentinaCientos de miles de docentes, estudiantes y autoridades académicas marcharon en Buenos Aires y otras ciudades de Argentina para exigir la aplicación da lei de financiamento universitario e o envio dos recursos previstos ao sistema público de ensino superior.
Enormes cartazes instalados sobre a Plaza de Mayo e avenidas próximas, no centro de Buenos Aires, repetiam a consigna: “Milei, cumplí la ley”. Os manifestantes se concentraram para cobrar do governo a liberação dos fundos aprovados pelo Congresso.
A mobilização foi organizada por universidades, sindicatos docentes e federações estudantis, reunindo uma multidão na capital argentina e com atos em cidades como Córdoba, La Plata, Rosario, Mendoza, Tucumán, Mar del Plata, Salta e Neuquén. Segundo os organizadores, mais de um milhão e meio de pessoas participaram em todo o país.
As colunas de professores, estudantes e trabalhadores universitários ocuparam desde o meio-dia as principais ruas do centro de Buenos Aires, em direção à histórica Plaza de Mayo. Entre bandeiras de universidades e entidades estudantis, os manifestantes exibiam cartazes com frases como “Sin universidad pública no hay futuro”, “Yo defiendo a la universidad pública”, “El peor enemigo de un gobierno corrupto es un pueblo culto” e “La libertad sin educación es una mentira”.
O principal ponto de reivindicação é o cumprimento da lei de financiamento universitário, aprovada pelo Congresso e que atualiza os orçamentos do setor aos valores de 2023. O texto foi vetado pelo presidente Javier Milei, mas o veto foi rejeitado pelo Parlamento. Ainda assim, o governo não aplica a norma, alegando impacto sobre o superávit fiscal.
As universidades recorreram à Justiça, que determinou em duas instâncias a aplicação do financiamento. O governo, porém, recorreu e mantém a posição de não liberar os recursos.
Antes da manifestação, o governo classificou o ato como “opositor” e afirmou que não enviará os fundos exigidos, defendendo que a única lei a ser cumprida é a do orçamento. Também acusou as universidades de politizar o movimento e questionou indicadores do sistema universitário.
Na Plaza de Mayo, o ato foi encerrado com discursos de autoridades acadêmicas, dirigentes estudantis e docentes. Representantes do setor afirmaram que a situação é crítica, especialmente para os salários de professores e trabalhadores não docentes, e defenderam a necessidade de cumprimento da lei e de garantia do funcionamento do sistema universitário público argentino.