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Diante da ameaça a direitos, CSL Mulheres define agenda de trabalho para 2019 na América Latina

Mujeres

IMG-1467Integrantes da Coordenação Socialista Latino-Americana de Mulheres, Gênero e Igualdade (CSL-MGI) reunidas na quinta-feira (25), em Brasília, definiram uma agenda de trabalho para o ano de 2019.

Participaram a secretária-geral da CSL-MGI e secretária nacional de Mulheres do PSB, Dora Pires, a subsecretária andina, deputada do Partido Socialista do Equador, Silvia Salgado, a dirigente do Partido da Revolução Democrática (PRD) do México, Rogelia Gonzalez Luiz e a assessora de relações internacionais do PSB, Yara Gouvêa.

Os trabalhos serão executados pelas subsecretarias da CSL-MGI, que estão dividas em três regiões – Cone Sul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai), Andina (Chile, Peru, Bolívia, Equador) e Circunbaribe (México).

Durante a reunião, as socialistas trataram da situação da violência contra as mulheres na América Latina e da necessidade de formação de uma agenda comum entre os países para enfrentar iniciativas de governos conservadores que ameaçam direitos já conquistados.

Segundo Yara Gouvêa, no encontro, também foi considerada a possibilidade de a CSL Mulheres realizar projetos em parceria com as Nações Unidas.

“Estamos colhendo frutos de um trabalho de quatro anos e, agora, com essa unidade continental vamos esperar que a vontade de lutarmos nos proporcione algumas conquistas e que elas sejam realmente perenes”, afirmou Yara.

De acordo com Dora Pires, questões de gênero, como feminicídio e paridade na representação política, têm sido preocupação permanente dos partidos socialistas latinoamericanos.

Segundo ela, o trabalho da CSL Mulheres torna-se ainda mais fundamental no momento em que governos de direita e de extrema-direita ameaçam conquistas sociais alcançadas por países do continente. “Estamos nos unindo para construir uma resistência e enfrentar o que está por vir”, declarou Dora.

A deputada e dirigente do PS do Equador, Silvia Salgado, disse que as subsecretarias servem como espaço de reflexão sobre problemas comuns aos países da região.

“Vivemos um cenário em que temos a percepção de grandes retrocessos a direitos alcançados. É nosso compromisso fortalecer essas circunscrições para construirmos uma agenda política comum de ação das mulheres”, disse Salgado.

Para Rosélia Gonzalez Luis, do PRD do México, é necessário que as mulheres reúnam forças para evitar retrocessos em políticas públicas em vigor em países da região, entre elas, as que incentivam a participação das mulheres na política.

“No ano passado, durante o processo eleitoral, 20 mulheres candidatas foram perseguidas, ameaçadas e assassinadas no meu país. Por isso, há a necessidade de que nesse espaço possamos articular ações e estabelecer alianças estratégicas”, afirmou.

CSL Mulheres – A Coordenação Socialista Latino-Americana de Mulheres, Gênero e Igualdade foi criada em 13 de dezembro de 2015 a partir da Declaração de Recife, documento que marca a criação da instância para discutir políticas para mulheres e igualdade de gênero.