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CEPAL: segregação socioeconômica das cidades latino-americanas aprofunda violência

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A segregação socioeconômica contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência em cidades latino-americanas e caribenhas, alertou a CEPAL. Foto: OMS
A segregação socioeconômica contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência em cidades latino-americanas e caribenhas. Foto: OMS

A segregação residencial e socioeconômica aprofunda as desigualdades e contribui para a fragmentação social e para os altos níveis de violência que caracterizam muitas cidades latino-americanas e caribenhas, disse a secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, na abertura da Conferência das Cidades em Santiago, no Chile.

Lembrando a urbanização acelerada na América Latina e no Caribe, a chefe da CEPAL afirmou que apesar do significativo progresso rumo à erradicação da pobreza na região, altos níveis de segregação residencial e socioeconômica continuam nas cidades latino-americanas.

De acordo com estimativas, até 2030 haverá mais 92 milhões de pessoas vivendo nas cidades latino-americanas e caribenhas. Segundo dados da ONU, quase 80% da população da América Latina e do Caribe vivia em áreas urbanas em 2014, percentual que deve chegar a 85% em 2050. Trata-se da região mais urbanizada do mundo, com 68 cidades de mais de 1 milhão de habitantes que apresentam grandes desafios de gestão urbana, como potencializar a eficiência econômica, combater as desigualdades e alcançar a sustentabilidade ambiental.

Segundo Bárcena, nesse contexto, é necessário garantir o direito à cidade como um requisito básico para atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas até 2030.

Concluída na sexta-feira (6), a Conferência das Cidades focou na implementação regional da Nova Agenda Urbana, uma série de diretrizes para a construção de cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis.

 

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