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Socialismo e liberdade são indissociáveis, afirma Molon na abertura do Diálogo Internacional

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Foto: Humberto Pradera/Roque Sá

O secretário-geral da Coordenação Socialista Latino-americana e secretário de Relações Internacionais do PSB, deputado federal Alessandro Molon, disse que a luta pelo socialismo e pela democracia é um compromisso comum dos partidos socialistas da América Latina.

Em sua saudação, no terceiro e último dia da Conferência Nacional da Autorreforma do PSB, ele agradeceu em nome do PSB a presença de parlamentares, dirigentes e representantes dos países convidados para o Diálogo Internacional, que aconteceu no sábado (30). Estavam representados o Partido Socialista Português, o Partido Socialista Obreiro Espanhol (PSOE), o Partido Socialista do Uruguai e o Partido Socialista do Chile.

Molon afirmou que desde a sua fundação o Partido Socialista Brasileiro jamais dissociou a luta pela igualdade da luta pela liberdade, “pois nós nunca aceitaríamos esse divórcio”. O socialismo democrático é o que diferenciou e diferencia o partido e as demais siglas socialistas da região daqueles que suprimem a liberdade e querem impor o socialismo “pela força”.

“Fundadores do PSB sempre disseram que só se queria chegar ao socialismo pela via democrática. O fundador da Esquerda Democrática e também fundador do PSB, João Mangabeira, tem uma frase que é lapidar. Ele diz ‘Socialismo sem liberdade, socialismo não é. Liberdade sem socialismo, liberdade não pode ser’”, lembrou.

Na abertura, o ex-presidente socialista do Chile Salvador Allende foi lembrado com um vídeo que recorda sua luta política, o golpe militar de 1973 e suas atrocidades, a retomada da democracia e seus avanços e, por fim, a crise atual do país. O pianista Arthur Moreira Lima interpretou o clássico de Astor Piazzolla, Adios Nonino, em homenagem a Allende, e dedicou aos visitantes socialistas a música Carinhoso, de Pixinguinha e João de Barro.

Para Molon, o país corre sérios riscos com o governo de um presidente que tem “arroubos autoritários” e apreço pela ditadura, e impõe restrições à democracia.

Foto: Humberto Pradera/Roque Sá

O socialista pediu, em nome do povo brasileiro, desculpas aos chilenos pela “vergonhosa homenagem” que Jair Bolsonaro fez recentemente ao ex-ditador Augusto Pinochet.

“Nós nos envergonhamos também pelas manifestações indevidas do presidente da República em relação à eleição no Uruguai. Para nós, foi uma grande vergonha a forma como ele se manifestou e nós agradecemos, nos sentimos muito honrados com a presença dos companheiros do partido uruguaio aqui”, afirmou.

Molon disse que os partidos socialistas representados na conferência traduzem “muito bem” o que o PSB quer defender e o caminho ao qual o partido quer se associar.

Ele afirmou que o relatório da alta comissária para direitos humanos da ONU, Michele Bachelet sobre a violação aos direitos humanos na Venezuela foi importante para o partido decidir deixar oficialmente o Foro de São Paulo e adotar uma posição mais clara e crítica a quaisquer violações de direitos humanos, “venham de onde vier”.

O socialista afirmou ainda que a democracia “tem que ser a nossa marca”, “e jamais o arbítrio, jamais o autoritarismo, jamais violações aos direitos humanos”.

Por fim, o secretário de relações institucionais afirmou que as gestões socialistas bem sucedidas em Portugal e na Esánha são “motivo de grande esperança” para a América Latina.

“É a afirmação de que um socialismo democrático é capaz de promover crescimento econômico, e garantir responsabilidade fiscal sem abrir mão da responsabilidade social. Temos muito também a aprender com os socialistas ibéricos”, declarou.

Confira as imagens do Diálogo Internacional.

Assista ao vídeo de homenagem ao ex-presidente do Chile, Salvador Allende:

 

Assessoria de Comunicação/PSB Nacional