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Poeta chileno e socialista, Pablo Neruda completaria 113 anos

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Foto: El Mercúrio/Reprodução

Em 12 de julho de 1904, nascia Ricardo Eliécer Neftalí Reyes Basoalto, mais conhecido como Pablo Neruda, na cidade de Parral, ao sul do Chile. Reconhecido mundialmente como um dos mais importantes poetas da língua castelhana do século XX, um firme defensor do socialismo chileno e forte opositor do golpe de Estado de Augusto Pinochet, Neruda completaria 113 anos hoje.

Filho do operário rodoviário José Ángel Reyes e da professora primária Rosa Neftalí Basoalto Opazo, o escritor perde a mãe quando tinha apenas um mês de vida. Em 1906, muda-se com o pai para a cidade de Temuco. Ainda na infância, publica alguns poemas no jornal regional “La Mañana”, onde obtém o terceiro lugar nos Jogos Florais de Maule com o poema “Noturno Ideal”.

Na adolescência, adota o pseudônimo Pablo Neruda, para se dedicar à poesia e na tentativa esconder de seu pai o ofício que lhe encantava. Mais tarde, este viria a ser seu nome civil, modificado legalmente, e escolhido por sua afinidade com os poetas tcheco Jan Neruda e francês Paul Verlaine.

Em 1921, inicia os estudos em Pedagogia na Universidade do Chile. Em 1923, publica o poema “Crepusculário” e, no ano seguinte, “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”, já com uma forte marca do modernismo.

Em 1927, inicia a carreira diplomática ao ser nomeado cônsul em Rangum, na Birmânia (atual Myanmar), e assume uma posição política importante para a esquerda mundial. Em 1936, era diplomata na Espanha quando eclode a guerra civil. É destituído do cargo e faz um poema sobre o país, intitulado “Espanha no coração”. Neruda retorna para o Chile e começa a produzir textos com temáticas políticas e sociais. Cingapura e México foram outros países nos quais o escritor passou durante sua diplomacia.

Em 1945, Neruda é eleito senador pelo Partido Comunista chileno e conhece o socialista Salvador Allende. Em 1948, o poeta é obrigado a se exilar sob acusação de injúria pelo presidente Gabriel González Videla, que colocou o PC na ilegalidade. Primeiramente, vai para a Argentina e depois segue para a Europa. Regressa ao Chile em 1952, já suspensa sua ordem de prisão. Em 1950, publica “Canto Geral”, um clássico poesia universal do século 20.

Salvador Allende e Pablo Neruda em 1973. Foto Fundación Salvador Allende

Neruda se casou três vezes e diversos relacionamentos que se tornaram inspiração para criar os famosos poemas que falavam sobre amor. A última mulher com quem se casou foi Matilde Urrutia. Em 1953, constrói sua casa em Santiago, no Chile, onde vive com Matilde. A moradia foi apelidada de “La Chascona” e, atualmente, é um museu aberto à visitação do público onde se encontram pertences do poeta. Ainda em 1953, recebe o Prêmio Stalin da Paz.

O escritor realiza uma intensa atividade política nas campanhas presidenciais de 1958 e 1964. Em 1965, recebe o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Oxford, na Grã-Bretanha. Em 1970, Neruda tem seu nome escolhido como pré-candidato para a eleição presidencial no país. O poeta, porém, usa a indicação para apoiar a candidatura do socialista Salvador Allende, que foi eleito presidente em 1971. Neruda é nomeado embaixador na França.

Em outubro deste mesmo ano, enquanto exerce suas funções como embaixador em Paris, Pablo Neruda recebe o Prêmio Nobel de Literatura. Entre suas principais obras estão “Residência na terra”, “Canto Geral”, “Odes Elementares”, “Confesso que vivi”, “20 poemas de Amor e uma Canção Desesperada” e “Versos do Capitão”. Em 1972, já com a saúde bastante debilitada, regressa ao Chile.

Em 23 de setembro de 1973, apenas 12 dias após o golpe militar de Augusto Pinochet no Chile, Pablo Neruda morre vítima de um câncer de próstata na Clínica Santa Maria de Santiago, no Chile. Seu corpo é enterrado em um mausoléu da família. Entretanto, em 1992 é levado para Isla Negra para ficar junto ao de sua esposa, Matilde Urrutia, realizando seu último desejo de vida.

 

Assessoria de Comunicação/PSB Nacional