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O grito das ruas | Para Mónica Xavier, o “fenômeno do conservadorismo” constitui um retrocesso em todo o mundo

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O grito das ruas

 

Em 2019, a América do Sul vive um clima de instabilidade, resultado de crises políticas, econômicas, sociais. Protestos agitam as ruas das principais cidades. No Brasil, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, milhões de pessoas confrontaram os governos e as forças policiais de seus países.

As manifestações têm em comum a revolta e a coragem dos povos em lutar contra as políticas liberais aplicadas por seus governantes. Cada vez mais a desigualdade se aprofunda.

Durante a Conferência Nacional de Autorreforma do PSB, em novembro deste ano, representantes de partidos socialistas de países da América do Sul relataram a situação vivida em suas regiões e debateram formas democráticas de enfrentar as crises que se apresentam.

O PSB e a Coordenação Socialista Latino-americana (CSL) publicarão depoimentos de mulheres socialistas que foram ao Rio de Janeiro para o IV Encontro Internacional de Mulheres Socialistas, promovido pela Secretaria Nacional de Mulheres do PSB.

A secretária-geral do Partido Socialista (PS) do Uruguai, senadora da República e ex-presidente da Frente Ampla, Mónica Xavier, afirmou que o “fenômeno do conservadorismo” vem se repetindo em todo o mundo, inclusive no seu país com a eleição do candidato de direita Luis Lacalle Pou à presidência.

“O partido de ultradireita que tem a frente um ex-militar, que estava há pouco tempo como comandante-chefe das Forças, que tem pensamentos e propostas que não estavam sendo proclamadas nos últimos anos no país, pode constituir um retrocesso, sem dúvidas. E esperamos que o resto dos partidos que estão coalizados com o governo não legitimem essas opiniões sobre os direitos humanos, repressão”, disse.

Mónica destaca que após 15 anos de governos de esquerda, os socialistas uruguaios farão uma oposição responsável ao novo presidente. “Para nós, o projeto de vida dos uruguaios e uruguaias têm sido o que foi trabalhado nos últimos 15 anos. Portanto, seremos essa oposição responsável que uma democracia sólida como a uruguaia necessita. Mas não deixaremos nunca de apontar aquelas coisas que não nos pareçam que contribuam nesse projeto de vida”.

Para ela, de nada vale o futuro se não se afirmam princípios de justiça, solidariedade e igualdade para a população, que são postulados conjuntos da esquerda e dos partidos socialistas do continente latino-americano.

 

Assista abaixo ao vídeo completo: