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Instituto Miguel Arraes pede reabertura de investigações sobre a Operação Condor

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O presidente do Instituto Miguel Arraes (IMA), Antônio Campos, ingressou na manhã desta terça-feira (12) com uma representação na Procuradoria Geral da República (PGR) para pedir investigação sobre o envolvimento de participantes da Operação Condor no Brasil e a punição dos responsáveis pela morte e o desaparecimento de líderes políticos no país.

A Operação Condor foi uma aliança político-militar existente nas décadas de 1970 e 1980, formada por vários regimes militares da América do Sul, com o objetivo de coordenar a repressão e eliminar líderes políticos opositores a essas ditaduras. A existência da operação no país foi confirmada pela Comissão Nacional da Verdade, mas não há punidos no caso do Brasil.

Antônio Campos entregou à PGR diversos depoimentos, entre eles, de seu avô, o ex-governador de Pernambuco e ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB) Miguel Arraes. Testemunha das atividades da Operação Condor no país, Arraes foi cassado, preso e se exilou na Argélia. Foi condenado, à revelia, a uma pena de 23 anos de prisão, pelo crime de subversão.

“Tendo em vista que o Ministério Público e o Poder Judiciário têm sido os protagonistas da verdadeira reforma política que ocorre neste momento no país, episódios como a Operação Condor têm que ser investigados e seus responsáveis punidos, afinal, somente assim será possível termos uma verdadeira democracia no Brasil. Esse passado não pode ser esquecido”, disse Campos.

Diversos países, a exemplo da Argentina e do Chile, já determinaram a prisão de envolvidos na Operação Condor. A Argentina prendeu seu ex-ditador, Jorge Rafael Videla, acusado de ter praticado os crimes de formação de quadrilha, privação ilegal de liberdade e tortura. Já a Justiça chilena ordenou a prisão de 129 ex-militares e policiais considerados participantes da Operação Condor, sob a acusação de terem planejado sequestros qualificados e uma série de ataques a políticos, à época da ditadura do General Augusto Pinochet.

Um dos grupos de trabalho da Comissão Nacional da Verdade, cujas atividades foram encerradas em 2014, detalhou as alianças da Operação Condor. O colegiado instituiu a investigação sobre o desaparecimento de 15 agentes políticos vítimas desta aliança político-militar instituída na América do Sul.

 

Assessoria de Comunicação/PSB Nacional