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Albuquerque defende reação dos socialistas contra “ventos de ideologia fascista que sopram na AL”

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Molon (secretário-geral eleito), Aída (membro do PS e ex-embaixadora do Peru) e Beto Albuquerque.
Molon (secretário-geral eleito), Aída (membro do PS e ex-embaixadora do Peru) e Beto Albuquerque.

Após quatro anos à frente da Coordenação Socialista Latino-americana, o vice-presidente de Relações Governamentais do PSB Beto Albuquerque deixou a gestão da secretaria-geral da entidade durante reunião realizada neste final de semana em Lima, no Peru.

Em seu discurso, Albuquerque afirmou que “ventos de uma ideologia fascista” sopram em toda a América Latina, inclusive no Brasil. Diante desse fenômeno do avanço do conservadorismo, ele defendeu a reação dos socialistas na defesa de suas bandeiras, do compromisso com as transformações sociais e do combate à desigualdade como objetivo utópico e permanente. Além disso, acrescentou, a “transparência nos governos e mandatos progressistas, a participação popular e o protagonismo, em especial daqueles que estão mais abaixo”.

“Há quem diga que o meu país se tornou, tristemente, um laboratório global onde se procura testar políticas que respondam a um problema também global: a ingovernabilidade”, disse o socialista, afirmando que isso coincide no Brasil com a eleição do ex-capitão do Exército Jair Bolsonaro para a presidência da República.

“O governo Bolsonaro trabalha para desmontar o Estado brasileiro, as universidades, o sistema de previdência, permitir a exploração de nossas riquezas naturais a grupos estrangeiros, eliminar direitos sociais e, como se fosse pouco, retroceder nos avanços civilizatórios dos últimos 70 anos”, criticou.

Segundo Albuquerque, as populações vivem em sociedades ingovernáveis, seja na América Latina ou no centro do capitalismo mundial, nas quais a maioria da população necessita de serviços essenciais e uma minoria se torna cada vez mais rica e menos tributada.

Recente relatório da Oxfam, citou o vice-presidente do PSB, aponta que as 26 pessoas mais ricas do mundo já detêm a mesma riqueza dos 3,8 bilhões mais pobres, ou seja, à metade de toda a população mundial.

Albuquerque criticou o Grupo de Lima que reuniu, no último sábado (4), também na capital peruana, 14 líderes de países das Américas para atacar a soberania da Venezuela. “Nós, socialistas, estamos aqui (na reunião da CSL) para reafirmar a autodeterminação dos povos e defender a liberdade e a democracia”.

O socialista ainda agradeceu o apoio e as contribuições recebidas durante sua gestão à frente da CSL. “Foram fundamentais para enfrentar um período de extrema dificuldade, dado o agravamento da instabilidade política em diversos países do continente”, disse.

Por fim, Albuquerque realizou uma homenagem póstuma ao fundador e líder do Partido Socialista do Peru, Javier Diez Canseco. “Nos mais de 45 anos de atuação política, usou de toda sua força, energia e sabedoria para lutar pela democracia e defender os mais desfavorecidos”, afirmou, destacando que o legado de Canseco permanece como exemplo a ser seguido ainda nos dias atuais por todos os socialistas.

 

Assessoria de Comunicação/PSB Nacional